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1 21/06/2024 09:27

As guerras de espadas foram proibidas em Cruz das Almas em 2011, a partir de um pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Desde então, o órgão fiscaliza os eventos, enquanto que as polícias Militar e Civil coíbem a prática.

Mas foi a partir da década de 60 que a fabricação das espadas se popularizou e o exibicionismo começou a atrair visitantes. Cruz das Almas, Senhor do Bonfim, Santo Antônio de Jesus, Sapeaçu e Governador Mangabeira são alguns dos municípios onde a tradição persiste.

Confira abaixo os principais momentos da disputa nos últimos anos.

2011- Justiça acata pedido do MP-BA e proíbe guerra de espadas em Cruz das Almas. A prática foi proibida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), depois de uma ação movida pelo MP-BA. Na época, a prefeitura de Cruz das Almas recorreu da decisão, enquanto que o Ministério Público já alertava para os riscos à integridade física de moradores e espadeiros.

2017 - Lei torna guerra de espadas patrimônio cultural de Senhor do Bonfim. Foi sancionado, pela prefeitura de Senhor do Bonfim, o projeto de lei que transformou a tradicional guerra de espadas em patrimônio cultural e imaterial da cidade. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara de Vereadores da cidade, por unanimidade. A decisão causou discordância entre os moradores. Um ano antes, ao menos 19 pessoas tiveram ferimentos por causa da prática no município.

2017 - Justiça suspende lei que torna prática patrimônio cultural
Na semana seguinte à decisão da prefeitura, o TJ-BA vetou a realização da tradicional guerra de espadas e suspendeu a lei municipal que tornava a prática patrimônio de Senhor do Bonfim. Quem descumprisse a medida poderia ser preso e pagar multa de até R$10 mil.
 
2019 - Supremo Tribunal Federal mantém proibição da guerra de espadas
LlO Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão de uma liminar que proibia a tradicional guerra de espadas na cidade de Senhor do Bonfim. No documento, o então presidente da corte, Luiz Fux, repetiu uma medida da ministra Carmen Lúcia, tomada em maio de 2018, em que o risco de morte dos praticantes foi ressaltado.
O pedido de suspensão da liminar foi feito pela prefeitura da cidade, que alegou que a proibição prejudica a economia do município, porque implica diretamente na redução das receitas e na diminuição do turismo no período dos festejos juninos.

2022 - Associação tenta evitar prisão de espadeiros
Para evitar que os espadeiros fossem punidos em Senhor do Bonfim, uma liminar tentou alcançar o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Uma decisão da Justiça baiana chegou a acatar o pedido para que as guerras ficassem restritas em três ruas da cidade. No dia seguinte, no entanto, a decisão foi suspensa.

 

 

 

 

 

 

 

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